quinta-feira, julho 22, 2004

     Bem, um pouco da estupidez ficou apenas em si mesma. Parou e morreu, morta por algo tão singelo que justificava inclusive toda sua auto-depreciação. Não sei se estou certo ou errado, mas tudo ainda aponta ao orfanato. Tá, no fundo eu continuo a contemplar minha estupidez, testando se a constante da gravidade é válida ou se realmente as coisas tendem a se acelerar quando sob tais auspícios...Mas tenho esperanças.
     Essa realidade é minha, gostaria de ser o rei dela. Eu lembro daquela cena escrota do "A Cela" , uma que assusta a beça, do cara com a capa gigante, e vestido de Rei... Putridamente linda. Putz, é engraçado tu olhar aquilo... Uma pessoa que já começou a adotar toda sua demência e podridão como belezas, virtudes e força. Bem, é um fenômeno... mas ainda assim, não me agrada muito a idéia. Tenho que ver aquele filme de novo, a história nem tá tão boa, mas o grosso daquele filme é ficar analisando as cenas das imagens das consciências das pessoas... Ali é que tá a simbologia legal, ao meu ver.
     A realidade nunca é de ninguém. O ser humano que não se afeta não precisa da sociedade, suponho... Essa realidade não é só minha... Será que dá pra mudar isso?

- Trecho selecionado, retirado de uma nota vinda da "Terra do Crepúsculo".

Arcueid Brunestud, 5:28 AM



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