terça-feira, janeiro 30, 2007

      Gostaria mesmo era de cruzar minha vida nas linhas da mão de alguém, e ver como seria por detrás de sua pele...
      Lá, quem sabe, em sonho, se veria que, se me olhasse em olhos embebidos em paixão, e aquele espelho impreciso da minha vida refletisse sua essência, finalmente revelar-se-ia que não tínhamos formas iguais, e que nem nossas formas se completam, e que muito menos se opõem... Mas meramente, sendo tal qual sombras e luz, se enleiam... Antes do despertar da visão, simplesmente não se tem noção de sequer serem entes, porém ao primeiro bocejar preguiçoso de pálpebras, à primeira sombra a se esticar da substância da luz, se nota, que luz e sombras simplesmente não poderiam ser uma sem a outra... Mas sim se perseguem, nessa tensão, sem que jamais possam se unir.
      E da escuridão que não é escura, mas simplesmente não tem nome por ser o vislumbre do vasto si, a um eterno contraste incompleto de seres sem paralelos perfeitos, entre íntimos inconciliáveis e formatos assimétricos, segue a dissonância irresolúvel que somos, onde no fim da minha essência a sua se emenda, num eterno bailar de tremulantes chamas de vela...


Bsb, 30/01/2007, 06:22Am
Revisões subsequentes e final: Brasília, 30/01/2007, 01:46Pm
Novas revisões e última revisão: Brasília, 31/01/2007, 07:35Am

Dedicado a Kalu pela inspiração, e a uma srta, pela conversa. Revisado segundo sugestões de Virotc Sintram.

Baseado em Patterns in the Ivy II, da banda Opeth.

Arcueid Brunestud, 1:28 PM



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