quarta-feira, julho 21, 2004

     Os estilhaços da caixa toráxica brincavam com a pele que fumegava, a marreta sorria. Em meio a talhos e cortes, caia mais uma lasca lacerante, abrindo caminho entre sulcos e depressões, rumando na pele e fazendo do corpo um mapa da tolice que lhe era inerente. Celebrava, celebrava cada uma de suas provas falhas e de suas metas inacabada, sem a chance de seguir adiante. As vistas cansadas haviam a muito pregado seu fim, e agora lhe era óbvio cada ponto de sua cegueira. Como a moça da música, algo em si dizia... Acordo. Tinha medo da verdade que lhe viesse, e assim é que a vida funciona. Tolice. Sempre a boa e velha tolice.
     Lhe era intragável a sensação de olhar as cartas o xingando... Cada parte do seu grito corria para um dos lados, como se se esvanecesse para não dar a possibilidade de que fossem olhadas em conjunto, em partes não seria. Nunca era... Todos os conjuntos ideais escorriam pelo quadro negro como ácido.
     E o tolo continuava a se olhar, buscando a profundidade de sua real estupidez. Não achou-a. Apenas notou quão fundo poderia estar indo nela.
     O peito ainda lhe fumegava. Não doia, apenas sentia-o queimando numa reação incompleta. Era sempre assim.

Tsc tsc tsc...

Arcueid Brunestud, 12:57 PM



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